
Filhos, Quantos devemos ter? Para planeja-los devemos depender somente da situação financeira?
“Amor, Providência Divina, Prudência Financeira”
Hoje em dia, fala-se muito de planejamento familiar, casamento e união conjugal. Isso é muito bom. Deve-se fazer planejamento sim, pois trazer uma criança ao mundo não é uma tarefa fácil, pois exige-se muita responsabilidade. O grande problema que eu vejo com relação a esse tema, é o fato de pessoas colocarem o dinheiro no lugar do desejo de ter os filhos. Fala-se muito mais de condição financeira do que de responsabilidade. Sempre que o assunto é filhos, a frase seguinte envolve o dinheiro. Isso é uma pena. Não se fala de responsabilidade ou até mesmo de amor e desejo, mas sim, de condição financeira. Veja bem, é claro que filhos geram gastos, isso é óbvio. Como tudo na vida. As mesmas pessoas que dizem: “não vou ter mais filhos, somente um está de bom tamanho”, são as mesmas que gastam fortunas com carros, casa e a própria aparência (roupas, sapatos, plásticas, etc). Os psicólogos garantem que filho único sofre mais que filhos que tem irmãos. São muitos os motivos, além do “mimo” que os filhos únicos têm, com relação aos seus país. Por isso estes profissionais pedem que os país tenham pelo menos dois filhos, para que estes cresçam mais felizes. Muitas mães dizem não querer mais filhos, devido o trauma sofrido na gravidez. Vejo que isso é fácil de se resolver, pois existem milhares de crianças a espera de uma adoção. Adotando um filho, essa mãe continua o seu planejamento familiar, a sua família cresce conforme o seu desejo, e não vai sofrer mais o trauma de uma gravidez. Também os casais que querem ter filhos, mas não podem, devido a problemas biológicos, vejo que a adoção é uma boa escolha na hora de formar uma família. Sem muitos gastos e complicação de saúde. Criança produzida em laboratório custa muito caro e além de não ser uma gravidez natural. Essa criança não será gerada do fruto do amor de seus pais, enquanto uma adoção, desde o começo é norteada de amor. Desde a primeira visita até a conclusão. Pois o que torna uma mulher mãe, não é o fato de ter gerado a criança em seu ventre, mas sim, o amor dado gratuitamente a essa criança após seu nascimento. A verdadeira mãe é aquela que cuida e ama. Voltando ao tema principal, as pessoas de uma maneira geral, não querem mais contar com a providência Divina. Acreditam sem si mesmas e dizem que tudo que possuem foi fruto do suor do próprio trabalho e pronto. Poucas são as pessoas que agradecem a Deus pela saúde, trabalho, inteligência, sabedoria, riqueza, prosperidade. Fico triste de ver cristãos confiando mais no dinheiro guardado no banco, do que em, Deus. É dado mais crédito na poupança do que na divina providencia de Deus. É claro que devemos poupar dinheiro, seja para emergências, para faculdade dos filhos, enfim, mas o nosso coração de cristão deve acima de tudo, estar grudado na providencia daquele que nos deu a vida. Decidir ter um filho é dom de Deus, e declaro que os filhos são bênçãos na vida de um casal. Antes de pensar em condição financeira, é preciso perguntar para Deus se você é vocacionado(a) para ser pai ou mãe. Pois para ser bons pais é necessário ter vocação e amor, nada mais. Dizem que amor não enche barriga, pois digo que enche sim. Uma família que tem amor, tem tudo. Somente o amor nos basta, já dizia santa Terezinha. Pois a partilha, o carinho, a atenção, o cuidado, a paciência, a amizade, tudo isso é necessário para criar bem um filho e tudo isso provém do amor. Essas coisas não provém do dinheiro. E o pouco dinheiro com amor se torna suficiente. Cristãos não precisam de contas correntes gordas, precisam do suficiente. Eu não sou expert nesse assunto, mas não acredito na hipótese do dinheiro ser mais necessário do que Deus na vida das pessoas. Por isso criei as três colunas:
1ª Amor (desejo de ter filhos);
2ª Providência Divina.
3ª Prudência Financeira.
Devemos amar a Deus sobre todas as coisas, contar com sua ajuda em tudo e desejar ter os nossos filhos e depender de Deus mesmo que pareça estar tudo sobre controle. Devemos ter total confiança na misericórdia de Deus e em sua providencia. Se eu tenho muito ou pouco dinheiro é pela providencia de Deus. Se hoje eu tenho muito amanhã posso não ter nada e nesse momento difícil, se eu não ter confiança na providência divina, com certeza fracassarei. E por ultimo, devemos ter a prudência financeira que muito nos ajuda a não sair por aí gastando com coisas supérfluas. A prudência financeira nos ensina a viver com simplicidade. Ela é importante na medida que a usamos para nos auxiliar na criação de nossos filhos, que junto com o amor, a providencia divina, será a resposta da confiança que temos em Deus. Não estou aqui, dando definições exatas a respeito de nada, o que quero é mostrar que Deus esta acima de tudo. Não podemos servir a Deus e ao dinheiro. O dinheiro é importante, mas na hora de decidir em ter um filho, ele não é o mais importante. Acima dele esta o amor e o desejo. Deus é amor. O importante não é quantos filhos vamos ter, mas sim, planejar com sabedoria e ama-los acima de tudo. Com amor, todo planejamento vale a pena. Converse sobre isso com seus amigos, pois o diálogo abre as portas do entendimento. Com apreço, Leonardo Faria.